TREB DIZ QUE O MERCADO IMOBILIÁRIO DE TORONTO ESTÁ A CAMINHO DE OUTRO ANO EM ALTA

(Mark Blinch/Reuters)
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O mercado imobiliário de Toronto vai ficar muito mais caro em 2017, de acordo com o Toronto Real Estate Board (TREB), que está a prever que o preço médio de uma casa possa escalar para mais de 800 mil dólares este ano.
O conselho imobiliário prevê outro ano de crescimento de dois dígitos nos preços imobiliários de Toronto, com o preço médio de venda a subir entre 10 e 16 por cento.
Pelo terceiro ano consecutivo, está prevista a venda de mais de 100 mil casas.
O preço médio de venda de uma casa em Toronto deverá atingir 825 mil dólares, de acordo com a revisão anual do mercado e relatório de perspetivas para 2017 da TREB.
Ainda que o conselho preveja que alguns compradores terão mais dificuldades por causa das novas regras federais para hipoteca que limitam o seu poder de empréstimo, este aponta que o maior obstáculo será a falta de stock.
De acordo com dados do TREB, as listas ativas no final de 2016 estavam no seu ponto mais baixo desde 2000.
O relatório do TREB reconhece também que o rápido crescimento do mercado imobiliário em Toronto está a tornar mais difícil para muitos residentes cumprir o desejo de ter uma habitação própria.
Num inquérito junto dos seus membros, o TREB descobriu que apenas 4,9 por cento dos agentes agiram em nome de um comprador estrangeiro no ano passado.
O relatório indica ainda que um total de 40 por cento dos compradores estrangeiros comprou uma casa como sua residência principal.
Embora tenha havido muita especulação de que um novo imposto na Colúmbia Britânica veria muitos compradores estrangeiros mudar para a GTA, a pesquisa do TREB concluiu que menos de 2 por cento dos seus agentes representaram alguém que sentiu o impacto do imposto na Colúmbia Britânica.
O TREB também está a alertar para as “consequências não intencionais” de um imposto aplicado ao comprador estrangeiro no Ontário, incluindo ainda mais aumento dos preços, menor oferta de espaços para arrendamento e um potencial “impacto negativo” na imigração.
Fonte: CBC News