Pelo menos dois canadianos morreram e outro está desaparecido no mais recente conflito entre Israel e a Faixa de Gaza. Justin Trudeau e outras autoridades canadianas condenam o ataque do Hamas a Israel no sábado passado. A aviação canadiana já suspendeu voos em Telavive.
O canadiano Alexandre Look de 33 anos está entre as vítimas do Hamas, quando estes abriram fogo num festival de música techno perto de Gaza.
A Global Affairs Canada afirma ter conhecimento de relatos da morte de Alexandre, num dos episódios mais sangrentos da recente escalada no conflito que dura há décadas.
Também um homem de British Columbia (B.C.), chamado Ben Mizrachi, foi declarado morto durante o conflito.
Numa atualização partilhada no passado domingo, 8 de outubro, à tarde, a agência disse que os funcionários canadianos em Israel estão em contacto com as autoridades locais num esforço para recolher mais informações.
Os vídeos publicados nas redes sociais após o ataque mostram reféns não identificados a desfilar por Gaza em camionetas e carros.
Além das vítimas mortais, o Hamas fez reféns. Um deles deverá ser Vivian Silver, uma ativista pacifista com dupla cidadania: israelita e canadiana.
Terá sido raptada quando os militantes do Hamas entraram na comunidade de Be’eri, na fronteira de Israel com Gaza. A mulher de Winnipeg ajudou a criar uma organização chamada Women Wage Peace, que tem como objetivo reunir mulheres palestinianas e israelitas para defender um acordo não violento para pôr fim ao conflito.
“Espero que ambos os lados percebam que nada sairá da guerra, a não ser a destruição contínua”, disse Silver num artigo da Forbes de 2021. “E que se os nossos líderes se preocupam com seu povo, então eles terão de mudar o paradigma.”
As personalidades políticas canadianas foram rápidas na reação ao ataque mortífero que aconteceu em Israel.
Na manhã de sábado, 7 de outubro, dia do ataque do Hamas, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, partilhou uma mensagem no X, antigo Twitter, indicando que “a vida dos civis deve ser protegida”.
“O Canadá condena veementemente os atuais ataques terroristas contra Israel”, escreveu Trudeau no seu post.
No site oficial do primeiro-ministro, pode ler-se ainda que Trudeau apela “à libertação imediata das pessoas mantidas como reféns” e que exige “que sejam tratadas em conformidade com o direito internacional”.
Numa série de publicações no X, também a ministra dos Negócios Estrangeiros, Mélanie Joly, declarou que tinha falado com os seus homólogos de Israel, da Jordânia e do Egipto, bem como com a autoridade palestiniana, com o objetivo de coordenar a redução da escalada.
“Expressei as minhas condolências pela morte de civis palestinianos e reiterei a nossa condenação do ataque terrorista do Hamas a Israel”, escreveu Joly num post.
Também o premier de Ontário, Doug Ford, foi às redes sociais manifestar apoio a Israel.
O premier chamou a estes eventos “manifestações de ódio” que celebram “o rapto e o massacre de israelitas inocentes por terroristas” e que estes “não têm lugar em Ontário”.
Por causa do conflito, a Air Canada suspendeu de forma temporária os voos para Telavive.
“Estamos a acompanhar de perto esta situação dinâmica e ajustaremos estes planos conforme necessário. Continuamos em contacto com o Governo canadiano”, declarou a companhia aérea em comunicado.
