Díli, 11 nov (Lusa) – À primeira vista poderia parecer um pano vermelho que lhe cai ao longo do peito até às mãos, mas rapidamente se percebe que o vermelho, afinal, é sangue e que começa mais acima, na cara de Zeferina dos Santos.
Está encostada à parede do interior da capela do Cemitério de Santa Cruz, camisa branca com pintas pretas – ainda que grande parte manchada de vermelho -, mangas até ao cotovelo e o cabelo a aparentar estar apanhado.
Na imagem que registará para sempre essa manhã fatídica de 12 de novembro de 1991, o elemento mais poderoso da fotografia nem é o sangue que cobre o rosto, a roupa e os baços de Zeferina. São os olhos.
