Lisboa, 01 out (Lusa) – A líder do CDS-PP considerou hoje, numa carta ao presidente do Parlamento Europeu, que a suspensão dos fundos comunitários a Portugal não se justifica e seria “politicamente incompreensível”, defendendo que o Governo deverá ter uma palavra a dizer.
“O passado recente da nossa governação, acompanhado de resto pela Comissão Europeia de forma muito positiva, o caminho feito e os sacrifícios suportados pelos portugueses não justificam e tornam politicamente incompreensível esta iniciativa”, lê-se numa carta enviada pela líder do CDS-PP, Assunção Cristas, ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, a que a Agência Lusa teve acesso.
Em qualquer circunstância, acrescenta Assunção Cristas, nada deve ser “seriamente decidido” sem uma “análise rigorosa” dos pressupostos legais, políticos, económicos e sociais de tal diligência e “sem dar ao atual Governo de Portugal a palavra no âmbito do processo de diálogo estruturado”.
