O Partido Socialista afirmou hoje que a situação do Banco Espírito Santo (BES) revela “o falhanço” do Banco de Portugal, das entidades da ‘troika’ e do Governo, exigindo que “não sejam os contribuintes a pagar os erros dos bancos”.
Na noite de domingo, o Banco de Portugal tomou controlo do BES e anunciou a separação da instituição num banco mau (‘bad bank’), que concentra os ativos e passivos tóxicos, e num ‘banco bom’, o chamado Novo Banco, que reúne os ativos e passivos não problemáticos, como será o caso dos depósitos, e que receberá uma capitalização de 4,9 mil milhões de euros do Fundo de Resolução bancário.
O deputado socialista Alberto Martins considerou hoje, na comissão permanente da Assembleia da República onde a ministra das Finanças está a ser ouvida, que “os portugueses têm o direito de saber o que se passou com o BES, como se chegou a esta situação, o que falhou, como falhou e quem e quando falhou”.
