
Milhares de enfermeiros aderiram hoje à greve do setor público no Quebec. Contas feitas, mais de 560 mil funcionários públicos estão agora em protesto.
A paralisação no setor público do Quebec foi esta segunda-feira, dia 11 de dezembro, reforçada. Mais de 80 mil enfermeiros e outros profissionais de saúde juntaram-se às centenas de milhares que já estavam em greve.
O maior sindicato de enfermeiros do Quebec, a Fédération interprofessionnelle de la santé du Québec (FIQ), deu início a uma greve de quatro dias.
Os profissionais de saúde juntaram-se assim à chamada ‘Frente Comum’ e à Fédération autonome de l’enseignement.
O sindicato de enfermeiros diz que o Governo empurrou os trabalhadores para a greve.
A organização exige melhores salários e condições de trabalho. Já o Governo do Quebec apela a que os enfermeiros sejam “flexíveis”.
Em cenário de greve, os enfermeiros têm de assegurar os serviços essenciais. De acordo com a FIQ, isso significa que os serviços de saúde são “abrandados”, mas que as urgências “não são afetadas”.
Ainda assim, o centro hospitalar universitário do Québec-Université Laval avançou que mais de 3 mil consultas não urgentes e 200 cirurgias tiveram de ser remarcadas por causa do protesto.
