
Um novo relatório da Statistics Canada sugere um aumento das desigualdades entre a população rica e pobre do Canadá. O estudo mostra que a mobilidade intergeracional no que toca a rendimentos está a diminuir. Por outras palavras, quem tem pais ricos mantém-se rico, mas quem tem pais pobres não consegue subir de vida.
A Covid-19 deixou um alerta ao mundo económico. O presente está à vista, mas o futuro é uma incógnita. Algo que deixa os especialistas desconfortáveis. Estão preocupados com a riqueza das gerações, pois claro.
As pessoas nascidas na década mais rica, a de 60, têm a maior probabilidade de continuarem na classe de renda mais elevada. Já os filhos, os que nasceram na década de 80 viram uma grande parte do bolo sair de cena. Significa que a geração de 80 perde em relação aos pais, no que à riqueza diz respeito.
O relatório do Statistics Canada descobriu que a riqueza dos canadianos é diretamente proporcional à riqueza dos pais. Por outras palavras, quem tem pais ricos fica rico, mas quem tem pais pobres tem menos probabilidades de subir na vida.
O mesmo estudo revela que os mais pobres podem vir a sofrer com a pandemia. A geração de 60, por exemplo, vê um aumento dos níveis de pobreza de 20 para cerca de 27% em relação aos pais. Já os da década de 80, os filhos de 60, veem o fosso aumentar para mais de 32%.
Especialistas culpam a turbulência económica causada pela pandemia do coronavírus. As pessoas de baixa renda ficaram sem emprego por causa da crise sanitária. Já outros conseguiram novas oportunidades de carreira com melhorias salariais: trabalho a partir de casa que trouxe benefícios a muitos canadianos.
A solução para os especialistas passa por garantir que as pessoas encontrem os meios para obter uma educação relevante. Aliás, o Canadá é o país que mais investe na educação, de acordo com a OCDE. Mas também é o número 1 em termos de pessoas com nível elevado de escolaridade que vivem na pobreza.
