
Mais uma polémica a rondar a descoberta de sepulturas não-marcadas e restos mortais de crianças indígenas. Desta vez, no terreno da antiga Escola Residencial Indígena Marieval, que ficava a cerca de 140 quilómetros a leste de Regina, na província de Saskatchewan. A chocante revelação veio da Federação das Nações Indígenas Soberanas e da Primeira Nação dos Cowessess da região.
”Horrível e chocante” foram as palavras usadas para descrever a recente polémica em torno da descoberta de mais restos mortais de crianças indígenas nos terrenos de uma antiga escola residencial na quarta-feira.
A informação foi dada pela Federação das Nações Indígenas Soberanas (FSIN) e da Primeira Nação dos Cowessess de Saskatchewan. Em comunicado, revelaram que foram encontradas 751 sepulturas não-marcadas no local da antiga Escola Residencial Indígena Marieval, a cerca de 140 quilómetros a leste de Regina. E de acordo com o FSIN (a federação), “o número de sepulturas não-marcadas é o maior até agora no Canadá”.
A cidade de Saskatoon decidiu içar as bandeiras a meio mastro para homenagear as crianças encontradas.
O premier de Saskatchewan, Scott Moe, já veio lamentar a descoberta num comunicado oficial. Nele, Moe destaca as “tantas crianças que perderam a vida depois de serem separadas das famílias”. O premier também prometeu apoio total do Governo provincial às comunidades afetadas.
E também o primeiro-ministro Justin Trudeau, abordou a mais recente polémica num comunicado oficial, dizendo que se sentia “terrivelmente triste” pela mais recente descoberta. Trudeau teceu palavras semelhantes às do premier de Saskatchewan ao dizer que “nenhuma criança deveria ter sido retirada da família e da comunidade, e sequer privada da própria língua, cultura e identidade”.
Além disso, o primeiro-ministro vai mais além ao dizer que “a dor e o trauma que as comunidades indígenas sentem é da responsabilidade do Canadá”. E garante que também que o Governo federal vai fornecer “o financiamento e os recursos de que necessitam” para trazer à tona o que o líder canadiano classificou de “erros terríveis”.
