
Uma descoberta polémica na província de British Columbia. Foram encontrados enterrados os restos mortais de mais de 200 crianças na antiga Escola Residencial Indígena Kamloops. Algumas das crianças tinham apenas três anos.
Uma descoberta extremamente dolorosa para a comunidade indígena no Canadá. Foram recentemente encontrados os restos mortais de 215 crianças indígenas enterradas numa antiga escola residencial em Kamloops, na província de British Columbia. Algumas das crianças encontradas tinham apenas três anos.
Os restos mortais foram confirmados na semana passada com a ajuda de um especialista em radar de penetração no solo. “Uma perda impensável que foi comentada, mas nunca documentada”, como descreveu Rosanne Casimir, comandante da Primeira Nação Tk’emlups te Secwepemc.
Embora a comandante indígena não acredite que as mortes tenham sido documentadas, um arquivista tem estado a trabalhar com o Royal British Columbia Museum para confirmar algum registo das mortes
A Escola Residencial Indígena Kamloops já foi a maior do sistema de escolas residenciais do Canadá. À época que funcionava, entre 1890 e 1969, chegou a ter cerca de 500 alunos matriculados.
A descoberta dos restos mortais das crianças indígenas foi liderada por um membro do departamento cultural e de idioma da Primeira Nação, que garantiu que o processo de remoção dos corpos ocorresse de acordo com os protocolos culturais.
O acesso à tecnologia mais recente permitiu contabilizar de uma forma fidedigna as crianças que perderam a vida na escola.
A comandante Casimir disse que os membros da comunidade e comunidades vizinhas cujos filhos frequentaram a escola estão a ser notificados do sucedido.
A Autoridade de Saúde das Primeiras Nações disse que a descoberta dos restos mortais das 215 crianças “terá um impacto significativo na comunidade Tk’emlups e nas comunidades que frequentaram essa escola”.
A escola residencial Kamloops encerrou em 1969, altura em que o Governo federal assumiu o funcionamento da Igreja Católica para operar como uma escola diurna, que posteriormente encerrou em 1978.
A informação das causas e o período das mortes das 215 crianças ainda não foi divulgada.
