
Portugal passou a ser o terceiro PaÃs mais pacÃfico e seguro do mundo, ficando atrás, somente, da Islândia e da Nova Zelândia, de acordo com o Relatório de 2017, do Instituto para a Economia e Paz, sediado na Austrália.
Os paÃses são avaliados de acordo com 23 critérios, contando-se a instabilidade polÃtica, a violência doméstica, a insegurança pública, a militarização, os conflitos internos e a nÃvel internacional, a escolaridade, o emprego, a saúde, entre outros. São estes indicadores, tal como a opinião dos visitantes, que fazem de Portugal o local ideal para se viver.
O Relatório menciona que em Portugal se notou a preocupação e o esforço por parte das autoridades em manter na via pública o número efetivo de agentes de segurança capazes de manter a ordem. O número de homicÃdios é muito baixo, o custo de vida é acessÃvel, as regras fiscais são transparentes e os turistas não se incomodariam em mudar a sua residência para Portugal, conclui este estudo.
Pelo contrário, tem-se assistido, ultimamente, a fortes campanhas de descredibilização por partes dos próprios portugueses. É como dizer que em Portugal passa-se a vida a atirar pedras para o telhado da própria casa, na tentativa de partir as telhas.
Recentemente, tornou-se viral uma imagem que circulou na net e depois reproduzida nos canais televisivos e que mostrava três seguranças de uma discoteca a bater e a pontapear a cabeça de um jovem, depois das 6 da madrugada. O assunto despertou a atenção da Comunicação Social e rapidamente se promoveram debates a nÃvel nacional sobre as imagens captadas por um telemóvel. Fizeram-se juÃzos de valor, falou-se de moral, de ética e tudo serviu para ocupar antenas e serões.
Pouco se falou sobre as causas da ocorrência, que pelos vistos estão em segredo de justiça. O importante foi acusar quem faz segurança e protege os cidadãos. Ninguém deve calar abusos e muito menos quando são cometidos de forma desumana contra indefesos, mas também há que assinalar que pela mesma altura, outras imagens que se tornaram também virais e em que se viam indivÃduos a massacrarem patrulhas policiais não mereceram o mesmo debate, como se fosse normal assistir-se a agressões contra as forças de segurança.
É nisto que Portugal costuma falhar. Quando o mundo reconhece as melhores capacidades e qualidades, os portugueses encarregam-se de destruir esse capital. Os forasteiros gostam mais de Portugal do que os próprios portugueses.
A tÃtulo comparativo, ficamos a saber também que o Canadá ocupa a décima posição dos paÃses mais pacÃficos e seguros, contribuindo para isso as baixas taxas de homicÃdio, criminalidade e desemprego. A educação é das melhores do mundo, regra geral a população acredita no Governo e o Ãndice de satisfação de vida é de 7,6 numa escala de 10.
JP



