Lisboa, 09 jul (Lusa) – O primeiro-ministro defendeu hoje que Portugal tem autoridade dentro da zona euro porque concluiu um programa de resgate “quase impossível”, que tinha metas orçamentais “incumpríveis”, tendo estado à beira de “uma falência de crédito”.
Numa intervenção no encerramento do 6.º Congresso dos Economistas, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que várias vezes se sentiu “muito próximo do abismo”, isto é, “de não conseguir alcançar os resultados que eram indispensáveis a Portugal”.
O chefe do executivo PSD/CDS-PP apontou, em particular, as metas fixadas para a redução do défice: “Na verdade, estes objetivos eram incumpríveis. Nenhum destes objetivos era alcançável pelos meios naturais que estavam previstos no programa de ajustamento”.



