Orçamento federal: Orçamento com milhares de milhões em novos gastos direcionados

Foto: Chrystia Freeland/Facebook
Foto: Chrystia Freeland/Facebook

O Governo federal apresentou o orçamento para 2022. O plano de gastos dos liberais foi revelado pela ministra das Finanças, Chrystia Freeland, na Câmara dos Comuns. 

O orçamento federal de 2022 inclui 60 mil milhões de dólares em novos gastos nos próximos cinco anos, destinados a iniciativas “direcionadas” para construir a economia e reduzir o défice.

Apresentado pela ministra das Finanças Chrystia Freeland, o documento aborda a habitação económica, a instabilidade global devido à guerra da Rússia na Ucrânia e o compromisso com políticas progressistas.

O orçamento propõe 9,5 mil milhões em novos gastos líquidos para o ano fiscal de 2022-23, privilegiando a oferta de habitação, a reconciliação indígena, o combate às alterações climáticas e a defesa nacional. Ao mesmo tempo, o Governo espera arrecadar mais de 2 mil milhões de receitas.

O orçamento – intitulado ‘Um plano para fazer crescer a nossa economia e tornar a vida mais acessível’ – mostra que o défice federal se deve situar 113,8 mil milhões no ano fiscal de 2021-22, abaixo dos 144,5 mil milhões estimados na última atualização fiscal. Nos anos seguintes, o défice também deverá ser mais baixo do que as projeções anteriores, situando-se, em 2022-23, nos 52,8 mil milhões e diminuindo a cada ano seguinte, para os 8,4 mil milhões em 2026-27.

“Este orçamento investe fortemente no crescimento económico”, disse Freeland durante uma conferência de imprensa, antes de apresentar o documento de quase 300 páginas na Câmara dos Comuns.

“Este é um plano de crescimento em três partes: é um conjunto de investimentos em pessoas que impulsionarão o crescimento, sendo a habitação a peça central desse investimento. São os investimentos na transição verde, que todos sabemos que são essenciais… E o terceiro elemento é o investimento em produtividade.”

O orçamento é revelado numa altura em que se prevê uma subida galopante das taxas de juro. Analistas financeiros antecipam que o valor vai triplicar este ano.

Para o consumidor médio canadiano, isso significa que o custo dos empréstimos vai aumentar, quer seja para pagar uma casa, um carro ou a faculdade. O Banco do Canadá quer que os canadianos gastem menos e economizem mais, contribuindo para a desaceleração da economia e da inflação.