
Depois de registos do primeiro caso da Ómicron na China, as autoridades de saúde do país asiático alegaram na segunda-feira que a variante contagiosa pode ter chegado à capital, Pequim, no passado sábado através de uma carta contaminada do Canadá. Até ao momento, o número total de casos de Ómicron na China continua a ser incerto.
O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças de Pequim (BCDC) disse em comunicado à imprensa na passada segunda-feira que o primeiro caso da variante Ómicron em um residente de Pequim pode ser resultado de correio internacional enviado do Canadá via Estados Unidos e Hong Kong.
A carta foi enviada a 7 de janeiro e recebida quatro dias depois, avançou o Centro chinês.
A agência alegou que uma investigação abrangente mostrou vestígios da variante Ómicron.
A pessoa que testou positivo não tinha viajado 14 dias antes de ser infetada, garantiu ainda a mesma nota.
“Para resumir, os resultados dos testes de itens suspeitos e os resultados das amostras do caso, a possibilidade de contrair o vírus através de itens estranhos não pode ser descartada”, afirmou o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças de Pequim.
Além de Pequim, a China relatou infeções transmitidas localmente da variante Ómicron em pelo menos quatro outras províncias e municípios do país.
No entanto, o número total de casos de Ómicron na China permanece incerto.
Segundo a Organização Mundial da Saúde a Covid-19 pode-se espalhar através do contato indireto com superfícies contaminadas, mas as evidências atuais sugerem que o vírus é mais transmitido de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias, diz a OMS no site.
