

O ministro da Educação, Nuno Crato, admite recorrer à requisição civil para garantir a realização do exame nacional de Português no dia 17, data para a qual está marcada A greve geral dos professores que contestam a inclusão dos docentes no regime de mobilidade especial da Função Pública e o aumento do horário de trabalho.
“Vai haver exames no dia 17. Requisição civil? Vamos tomar as medidas necessárias para que os exames se realizem”, reiterou o ministro, considerando que os próprios professores estão divididos: “Tenho a certeza absoluta que muitos estão a sentir-se divididos, porque uma coisa é fazer greve contra o Governo, outra é uma greve que potencialmente prejudica os alunos.”
Nuno Crato, em entrevista à TVI, disse estar à espera da aposentação de 6 mil professores até ao final do ano.
A Confederação Nacional das Associações de Pais manifestou-se contra a greve e apelou aos sindicatos para reconsiderarem. “Não podemos concordar com uma greve que prejudica alunos e famílias”, afirmou Jorge Ascenção. O apelo não terá eco nos sindicatos. “Sem a manutenção do artigo 88º, que garante a estabilidade do vínculo à Função Pública, não há entendimento”, disse João Dias da Silva, da FNE. O ministério publicou ontem o despacho que organiza o ano letivo, o qual prevê mais autonomia para as escolas.
