Moeda de 2 dólares canadianos comemora centenário da descoberta da insulina

Foto: Royal Canadian Mint/Facebook
Foto: Royal Canadian Mint/Facebook

A moeda de dois dólares canadianos, também conhecida como ‘toonie’, vai começar a circular com um novo símbolo. A nova moeda de circulação da Royal Canadian Mint comemora o centenário da descoberta da insulina, o tratamento para a diabetes.

Os canadianos vão passar a ter ‘toonies’ na carteira bem diferentes do habitual. Para a celebração do centenário da descoberta da insulina – conhecida pelo tratamento da diabetes – a Royal Canadian Mint vai, em breve, lançar para circulação uma nova moeda de dois dólares.

O símbolo comemorativo da moeda em forma de disco mais alta do capital canadiano foi desenhado por Jesse Koreck, um artista de Kitchener-Waterloo, da província de Ontário.

Koreck apresenta a imagem de um almofariz e respetiva peça esmagadora, um frasco e um Erlenmeyer – as ferramentas de laboratório usadas no início da concepção da insulina. Como fundo, pode ver-se uma folha de ácer – o símbolo canadiano.

Do lado esquerdo da moeda estão os glóbulos vermelhos, a glicose e as moléculas de insulina. No topo está uma fita em espiral, que representa um monómero, que alude à fita da molécula de insulina. O monómero é destacado a azul na versão colorida da moeda, exatamente a mesma cor usada para aumentar a sensibilização à diabetes.

Cerca de três milhões de ‘toonies’ vão estar em circulação a partir da segunda metade de julho. Cerca de duas milhões de moedas na versão colorida e um milhão na edição incolor. A Casa da Moeda canadiana também está a vender vários conjuntos de recordação e de colecionador.

A descoberta da insulina foi feita por Frederick Banting, Charles Best, James Collip e John Macleod. A hormona é considerada uma das maiores contribuições do Canadá para a medicina e valeu um Prémio Nobel da Medicina em 1923 para Banting e Macleod.

No início desse mesmo ano, o grupo ‘vendeu’ a patente à Universidade de Toronto a um simbólico valor de 1 dólar, para garantir que o medicamento estivesse disponível e acessível a qualquer pessoa.

Hoje, mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com a diabetes, embora o custo da insulina se tenha tornado inacessível para muitos pacientes em lugares como os Estados Unidos.