
Paris, 13 junho (Lusa) – Investigadores e académicos moçambicanos debateram hoje, em Paris, as lições da independência de Moçambique, nomeadamente “até que ponto se conseguiu romper com o Moçambique colonial” 40 anos depois.
Régio Conrado, mestrando em Ciências Políticas no Institut d’Études Politiques de Bordéus e um dos oradores do simpósio promovido pela Embaixada de Moçambique, admitiu ter “dúvidas” de que se tenha conseguido “romper com a estrutura” do Moçambique colonial.
O também assistente do departamento de Ciências Políticas e Administração Pública da Universidade Eduardo Mondlane lembrou que na era colonial “toda a extração dos recursos naturais em Moçambique era virada para Portugal” e que “a economia política da produção se baseava na zona centro e norte” enquanto o sul era “uma economia de serviços”. “O que mudámos?”, questionou.
