Minorias sexuais canadianas queixam-se de impactos nos negócios

Foto: Sharon McCutcheon/Pexels
Foto: Sharon McCutcheon/Pexels

As minorias sexuais estão a sofrer desproporcionalmente com a pandemia no universo dos negócios. Quem o diz são vários representantes da comunidade LGBT no Canadá. Há quem diga que as ajudas federais não são suficientes e que é preciso uma abordagem mais inclusiva.

Ser empresário e pertencer a uma minoria sexual não é fácil à partida. E com a pandemia, torna-se ainda pior. É isso que dizem vários representantes da comunidade LGBT no Canadá. Apelam a mudanças nos programas federais de forma a tornar o país mais inclusivo.

Há quem defenda alterações nas contratações públicas, de forma a incluir este tipo de empresários. Muitos fornecedores LGBT não têm oportunidade de prestar serviços ao Estado canadiano, já que o Governo não recolhe devidamente dados alusivos à diversidade.

Por outro lado, os negócios LGBT são regra geral mais recentes e pequenos. Quando o “cinto aperta”, tendem a estar menos protegidos. O alegado preconceito contra as minorias sexuais também continua a impedir a realização de negócios mais rentáveis.

A Câmara do Comércio LGBT do Canadá reconhece os esforços recentes do Governo federal. O ‘wage subsidy’, por exemplo, foi alterado, de forma a não excluir este tipo de negócio. Mas agora, é preciso dar um passo em frente. Os liberais devem criar condições para que compitam por contratos maiores.

Segundo a organização, há mais de 28 mil negócios LGBT no Canadá. Contribuem com cerca de 22 mil milhões para a economia e empregam mais de 435 mil pessoas.