Manipulação: Extremistas vão usar ‘deepfake’ para enganar canadianos, alertam autoridades

Foto: Freepik
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O chamado ‘deepfake’ vai ser uma arma de movimentos extremistas no Canadá no próximo ano. O alerta é do departamento federal que avalia ameaças terroristas. Para quem não sabe, o ‘deepfake’ é uma das formas mais eficazes de manipulação, ao colocar, em vídeo, pessoas a exprimirem palavras que nunca disseram, ou mesmo substituir caras.

Há um novo perigo no horizonte em 2024, alerta o departamento federal que avalia ameaças terroristas, também conhecido como Integrated Terrorism Assessment Centre.

É “praticamente certo” que movimentos extremistas vão recorrer ao chamado ‘deepfake’ no Canadá. Trata-se de uma das formas mais eficazes de manipulação, ao colocar, em vídeo, pessoas a exprimirem palavras que nunca disseram, ou mesmo substituir caras.

Através de técnicas de inteligência artificial, o ‘deepfake’ consegue ser tão bem feito, que, a olho nu, é muitas vezes impossível reparar que se trata de uma mentira.

Num relatório feito em maio, agora conhecido do público, o centro de avaliação de terrorismo alerta que este tipo de truque visual é “uma ameaça persistente à segurança pública”.

“Os embustes proporcionam aos extremistas violentos uma técnica eficaz para perturbar a vida quotidiana ou para intimidar grupos ou indivíduos, desviando potencialmente os recursos de segurança das suas funções normais”, lê-se no relatório.

De acordo com a análise, os ‘deepfakes’ vão provavelmente promover a violência e narrativas enviesadas, provocar o pânico, manchar a reputação e minar a confiança nas instituições governamentais e sociais.