MAIS CUSTOS NO LIXO DE EMBALAGENS LEVANTAM INTERROGAÇÕES A OPERADORAS

LusaLisboa, 22 jan (Lusa) – Os custos da gestão dos resíduos de embalagens “voltam a aumentar”, podendo refletir-se no consumidor, segundo a Sociedade Ponto Verde, enquanto a preocupação da Novo Verde é a definição da alocação de quantidades entre as duas concorrentes.

“Não se inverteu a tendência que tem vindo a acontecer desde o início do SIGRE [Sistema Integrado de Resíduos de Embalagens] que é um aumento dos custos unitários da recolha seletiva e da triagem. Nesta altura os custos deviam estar a baixar e subir apenas pelo efeito quantidade e não pelo efeito valor”, disse à agência Lusa o diretor-geral da Sociedade Ponto Verde (SPV), Luís Veiga Martins.

Para Ricardo Neto, da Novo Verde, “o pleno de concorrência só se pode atingir se forem garantidas algumas regras” e aponta que os “motores da gestão dos resíduos de embalagem ainda não são conhecidos”, seja o modelo de alocação, ou seja, a distribuição de quantidades entre as entidades e as regras de compensação financeira, assim como as especificações técnicas para resíduos recicláveis obtidos no lixo indiferenciado através do Tratamento Mecânico e Biológico (TMB).