
Lisboa, 19 jan (Lusa) – O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Carlos Santos Ferreira, que depois liderou o Banco Comercial Português (BCP), recusou hoje que o banco estatal tenha tido influência no desfecho da luta pelo poder no banco privado.
“Na Assembleia-Geral (AG) em que eu fui eleito [como presidente do BCP], esteve presente 71,5% do capital do BCP. No ponto da eleição do Conselho de Administração votou 71,4% do capital do BCP. A lista que eu encabeçava obteve 97,7% dos votos presentes e a lista rival 2,1%”, afirmou o gestor durante a sua audição hoje na comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD.
“Quem eram os grandes acionistas do BCP nesse momento. Não sei como é que votaram, porque o voto é secreto, mas sei quais eram os acionistas qualificados presentes”, sublinhou, apontando para o Grupo BPI, a Eureko, a Teixeira Duarte, Joe Berardo, a Sonangol, o Sabadell, a EDP e o UBS.
