INQUÉRITO/CGD: CAMPOS E CUNHA ADMITE “PRESSÃO” DE SÓCRATES PARA DEMITIR ADMINISTRAÇÃO

LusaLisboa, 05 jan (Lusa) – O antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha revelou hoje no parlamento que, desde que assumiu funções no Governo Sócrates, o primeiro-ministro o pressionou para demitir a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

“A relação com a CGD não teve um período de maturidade suficiente, porque estive apenas quatro meses no Governo. Desde o início, como ministro das Finanças, fui pressionado pelo primeiro-ministro [José Sócrates] para demitir o presidente da CGD e a administração da CGD”, afirmou o ex-governante, que não acatou essas orientações.

“Por princípio, acho que deve ser dado tempo para as pessoas trabalharem e concluírem os seus mandatos”, explicou Campos e Cunha, durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD, dando como exemplo o facto de não ter demitido nenhum diretor geral durante a sua curta passagem pelo executivo socialista, em 2005.