
À medida que mais canadianos procuram tratamento de fertilização in-vitro, os defensores alertam para a ‘crise’ da infertilidade.
Um novo relatório publicado, esta semana, pela Organização Mundial de Saúde revelou que cerca de uma em cada seis pessoas em todo o mundo são afetadas pela infertilidade durante a sua vida, o que pode ter “consequências devastadoras”.
O Canadá é considerado um país de baixa fertilidade, um problema que tem aumentado ao longo da última década.
Um novo relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (WHO), publicado no início de abril, revelou que cerca de uma em cada seis pessoas em todo o mundo são afetadas pela infertilidade durante a sua vida.
O relatório afirma também, que a maioria dos países têm políticas e serviços “inadequados”, com desafios no acesso a intervenções de qualidade para prevenir, diagnosticar e tratar a infertilidade.
Em todo o Canadá, existem cerca de 35 clínicas de fertilidade que realizam cerca de 20.000 ciclos de tratamento num ano, de acordo com o Dr. Sony Sierra, presidente da Sociedade Canadiana de Fertilidade e Andrologia (CFAS).
No entanto, ainda existem barreiras à obtenção de cuidados atempados e acessíveis, dizem os defensores, com longos tempos de espera e opções limitadas de cuidados de saúde.
Muitos têm de viajar para fora da cidade ou para diferentes províncias para obter ajuda.
“Estamos a prestar um serviço insuficiente a uma enorme população de canadianos que precisam realmente destes cuidados”, disse Carolynn Dubé, directora executiva da ‘Fertility Matters Canada’.
Com a doença a afetar milhões de canadianos, Dubé disse que o Canadá precisa de uma política federal para enfrentar esta “crise de saúde”.
“Acreditamos que todos têm direito à paternidade e à maternidade, e podemos fazer aqui um trabalho melhor no apoio para os canadianos e as pessoas que vivem aqui”.
