Porto, 14 dez (Lusa) — O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está a demorar atender algumas chamadas “mais de três minutos” para quem pede socorro, em vez dos sete segundos aconselhados pelos manuais mundiais, denuncia hoje o Sindicato da Função Pública do Norte.
“Aquilo que diz os manuais mundiais é que as chamadas de emergência médica devem ser atendidas em média em sete segundos. Nós temos provas de que algumas chamadas chegam a demorar mais de três minutos”, revelou hoje, numa conferência de imprensa na cidade do Porto, Orlando Gonçalves, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN).
A falta de recursos humanos reflete-se de forma “negativa” no “atendimento de chamadas de emergência”, porque em vez de demorar sete segundos demora três minutos e porque mais de 26% das chamadas são perdidas e não conseguem entrar em contacto com o INEM, explica Orlando Gonçalves.
