INDIANOS ESTUDAM SAÍDA DE MOÇAMBIQUE POR FALTA DE RENTABILIDADE – ECONOMIST

LusaLondres, 01 mar (Lusa) – A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que as notícias sobre a possível saída das indianas Tata Steel e Coal India das operações em Moçambique resultam dos constrangimentos das infraestruturas, instabilidade política e incerteza legal, que afeta a rentabilidade.

De acordo com uma nota aos investidores, a que a Lusa teve acesso, a unidade de análise económica da revista britânica The Economist afirma que “os preços baixos das matérias-primas a nível internacional, juntamente com os constrangimentos das infraestruturas, a instabilidade política e algum nível de incerteza legal em Moçambique estão a prejudicar a rentabilidade do setor da exploração mineira de carvão”.

Na análise conjuntural, os economistas da EIU admitem que “apesar de a nova linha ferroviária entre Tete e o porto de Nacala ir, em parte, aliviar o estrangulamento causado pelas infraestruturas deficientes, outro projeto logístico que envolve a construção de uma linha ferroviária de Tete até ao porto de Macusse, na Zambézia, ainda tem de garantir o financiamento”.