
Sydney, Austrália, 12 dez (Lusa) — A Igreja Católica australiana vinculou, pela primeira vez, os votos de celibato dos sacerdotes como fator que pode ter contribuído para os abusos sexuais de menores, revela um documento hoje publicado.
“O celibato obrigatório pode ter contribuído para o abuso em algumas circunstâncias”, assinala o texto do Conselho de Justiça que coordena a posição da Igreja Católica à comissão governamental que analisa a resposta das instituições australianas aos abusos sexuais a menores no seio das entidades estatais, sociais e religiosas.
O documento também admite que alguns líderes religiosos, aparentemente, ignoraram os abusos nas ordens e nas dioceses e tentaram proteger a reputação da Igreja Católica em vez de velarem pelo bem-estar dos menores, acrescenta a agência APP.
