
A maioria dos canadianos considera importante que uma grande parte dos cidadãos devem estar totalmente vacinados contra a Covid-19 antes do Governo federal reabrir a fronteira com os Estados Unidos. Os dados são de uma recente pesquisa do instituto sem fins lucrativos, Angus Reid.
O acelerar da vacinação contra o novo coronavírus no Canadá tem feito os canadianos pensarem sobre a vida no pós-pandemia. Cautela e preocupação são as palavras de ordem, especialmente quando se trata do desbloqueio da fronteira terrestre que o país partilha com os Estados Unidos.
É por isso que uma grande maioria dos canadianos (69%) diz que esperaria até que pelo menos três quartos dos cidadãos estivessem totalmente vacinados antes de receberem americanos do outro lado da fila para viagens não-essenciais. A informação vem de uma recente sondagem feita pela casa de pesquisa Angus Reid Institute.
Por outro lado, um em cada cinco entrevistados diz que o Governo do Canadá tem levado muito tempo para reabrir a fronteira e que o deve fazer imediatamente. Uma opinião partilhada por pessoas que viajavam com frequência antes da pandemia atingir o país.
Quanto à decisão do Governo canadiano em descartar os requisitos de quarentena para os canadianos totalmente vacinados que regressam do exterior, pouco mais de metade (54%) diz que a mudança implementada no início de julho é adequada. No entanto, quase o mesmo número de inquiridos no estudo discorda.
Um quinto deles (21%) diz que as autoridades federais esperaram muito para implementar a mudança e 25% dizem que a decisão foi bastante precipitada.
Quanto à prestação do primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, metade dos entrevistados (50%) agora dizem que o líder canadiano fez um bom trabalho na gestão da pandemia. Essa é a cotação mais alta que o primeiro-ministro recebeu desde janeiro.
Com um quadro pandémico mais favorável no Canadá, a preocupação em adoecer em resultado do novo coronavírus caiu quase para metade. Esse é o nível mais baixo desde junho de 2020.
Na verdade, a grande maioria (72%) acha que o pior já passou.
