
Uma mulher canadiana foi libertada de um campo para detidos do Estado Islâmico no nordeste da Síria, no passado fim de semana. A garantia foi dada, esta segunda-feira, pelo advogado que representa a família. Ainda não se sabe que acusações vai enfrentar no regresso ao Canadá.
A mulher, que se acredita ter viajado de Alberta para a Síria em 2014, foi levada para o norte do Iraque quando preparava terreno para regressar ao Canadá.
É considerada a primeira canadiana adulta a deixar os campos e prisões improvisadas pelos supostos membros do Estado Islâmico capturados na Síria durante o conflito.
A Royal Canadian Mounted Police (RCMP), ainda não revelou quais as medidas de proteção pública disponíveis para a mulher canadiana quando chegar ao país-natal.
Um advogado de Ottawa disse à imprensa canadiana que a mulher é mãe de uma menina de quatro anos que foi trazida da Síria para o Canadá em março do presente ano. De acordo com a mesma fonte, a saída da mulher canadiana do campo sírio foi facilitada por um ex-diplomata americano chamado Peter Galbraith. Também foi responsável por tirar a filha da mulher da custódia curda.
A RCMP tem investigado canadianos presos na Síria, na tentativa de preparar acusações caso regressem. A polícia também reconheceu o desafio de encontrar indícios úteis sobre os eventos ocorridos na Síria e no Iraque.
Acredita-se que, pelo menos, nove mulheres canadianas, cinco homens e várias dezenas de crianças estejam detidos pelas Forças Democráticas Sírias apoiadas pelos Estados Unidos.
Ainda ninguém enfrenta qualquer acusação, embora dois já tenham admitido ter desempenhado um papel no Estado Islâmico. Até ao momento, apenas duas crianças foram trazidas de volta para o Canadá.
O Governo liberal assumiu a posição de que o nordeste da Síria é muito perigoso para os funcionários consulares e, por isso, não pode fornecer documentos de viagem.
E, por isso, os cerca de 100 mil canadianos detidos estão à guarda de rebeldes curdos que lutaram contra o ISIS. Dos 100 mil, a Human Rights Watch alega que existem 47 canadianos detidos na região e pediu ao Governo de Justin Trudeau, de forma urgente, que os traga para casa.
No entanto, existe um “senão”. A maioria dos canadianos está contra o regresso dos conhecidos Viajantes Extremistas Canadianos.
Na semana passada, um homem de Ontário que admitiu ter deixado o Canadá em 2019 para se juntar ao ISIS foi libertado depois de pouco mais de um ano e meio preso pelos curdos.
