
Lisboa, 11 jan (Lusa) — A empresas públicas que ficaram com ativos do ex-BPN, banco nacionalizado em 2008, já acumulam prejuízos de quase 4,7 mil milhões de euros desde que foram criadas, em 2010.
No final de dezembro, as sociedades Parvalorem, Parparticipadas e Parups informaram, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a aprovação das contas referentes a 2015. Estas empresas foram criadas em 2010 para ficarem com ativos (sobretudo ‘tóxicos’) do BPN com vista a preparar a reprivatização do banco, que foi vendido em 2012 ao angolano BIC por 40 milhões de euros.
Segundo o último relatório e contas da Parvalorem, disponível na sua página na Internet, a empresa registou em 2015 prejuízos de 275,7 milhões de euros, sobretudo devido a perdas por provisões e gastos financeiros, mas também com anulações de dívida resultantes de acordos de reestruturação de crédito.
