Emergências: Paramédicos alertam para falta de ambulâncias em Toronto

Toronto não está preparada para uma catástrofe de grandes proporções que envolva vítimas em massa, porque o município tem falta de ambulâncias disponíveis para responder. O alerta é de um porta-voz do CUPE Local 146, o sindicato que representa os paramédicos da cidade.

A escassez de ambulâncias em Toronto significa que a cidade não está preparada para uma catástrofe de grandes proporções, afirma o sindicato dos paramédicos.

Mike Merriman, presidente da unidade de serviços paramédicos do CUPE Local 416, afirmou que a cidade não tem ambulâncias suficientes para fazer face a um volume normal de chamadas, quanto mais a uma catástrofe, e atribuiu a escassez ao subfinanciamento crónico e à falta de pessoal. O sindicato local representa cerca de 1.400 paramédicos em Toronto.

A falta de ambulâncias disponíveis em Toronto levou o sindicato a declarar um código vermelho no dia 2 de outubro. Esta designação significa que não há ambulâncias disponíveis na cidade para responder a uma chamada para o 911. Pode também significar uma acumulação de chamadas em fila de espera.

Merriman disse que os Serviços Paramédicos de Toronto tiveram de pedir ajuda aos municípios que fazem fronteira com a cidade.

O sindicalista afirmou ainda que o serviço atingiu um “ponto de rutura” e que o público, bem como os seus representantes eleitos, precisam de saber o que está a acontecer.

Segundo ele, parte do problema reside no aumento dos cargos de direção em detrimento do pessoal da linha da frente. Por exemplo, a direção retirou recentemente cerca de 25 paramédicos da estrada e nomeou-os supervisores em exercício. O resultado é que alguns paramédicos estão a ficar esgotados e outros estão a abandonar o trabalho.

Segundo Dineen Robinson, porta-voz da autarquia, o público pode ajudar a garantir que os paramédicos estejam disponíveis para os pacientes mais gravemente doentes e feridos, considerando alternativas quando confrontados com problemas médicos menores. Estas opções incluem ir a uma clínica, falar com um farmacêutico ou aceder ao Health811 ligando para o 811.