ELEVADOS IMPOSTOS E BUROCRACIA TRAVAM EXPANSÃO DA PRODUÇÃO DE OSTRAS NO ALGARVE

LusaRedação, 01 mar (Lusa) – Elevados impostos, burocracia e o número excessivo de entidades envolvidas no licenciamento de novos projetos estão, segundo o setor, a travar o crescimento da produção de ostras em aquacultura no Algarve, a região do país que concentra mais produtores.

“Cá em Portugal, para quem quer começar a vender ostras, que é o nosso caso, é complicado”, observa Rui Ferreira, que na sua unidade situada na ria de Alvor, em Lagos, produz 200 toneladas de ostra por ano, exportadas quase na sua totalidade para França, já que em Portugal o produto é taxado a 23%.

Segundo o responsável pela OstraSelect, um dos maiores produtores nacionais de ostra, é por causa do elevado imposto a que está sujeito que o bivalve não é mais vendido em Portugal, onde ainda é erradamente considerado um produto “de luxo”, já que todos os outros bivalves beneficiam de taxas de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) inferiores.