ELEITORES “PRIVILEGIAM” LIGAÇÃO AFETIVA NO MOMENTO DO VOTO — ESTUDO

Lusa Braga, 25 jan (Lusa) – Um estudo da Universidade do Minho concluiu que no momento de votar a “ligação afetiva” aos líderes políticos é “privilegiada” em detrimento da competência, escolhas que resultam de uma “individualização” do voto causada pelo descontentamento político, entre outros fatores.

A investigação da academia minhota e do Instituto Universitário Europeu, em Florença, coordenada pelo investigador Patrício Costa e a que a Lusa teve acesso, teve como objetivo analisar de que forma a avaliação das características dos líderes partidários influencia o comportamento de voto dos cidadãos.

O trabalho, baseado em estudos pós-eleitorais de países com contextos sociais “diferentes”, como Portugal, Espanha, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Itália e Hungria, estruturou as características dos líderes em duas dimensões: uma relacionada com a competência (com variáveis como assertividade, autoridade, conhecimentos de economia) e a segunda ligada à afetividade (carisma, credibilidade, proximidade) sendo esta a “privilegiada” pelos eleitores.