
Lisboa, 10 fev (Lusa) – O CDS-PP defendeu hoje que o parlamento não tem mandato para decidir sobre eutanásia porque os partidos não a inscreveram nos programas eleitorais, considerando que o mais importante é esclarecer os portugueses, sem excluir posteriormente um referendo.
“Não podemos dar passos ao contrário. O primeiro passo é promover um debate alargado na sociedade, o referendo estará em aberto e poderá ser uma opção, a questão é que não podemos precipitarmo-nos, achando que a discussão é sobre uma iniciativa legislativa ou um referendo. O que tem de acontecer é um maior esclarecimento dos portugueses para, numa matéria desta complexidade, não decidirem de uma forma emotiva”, afirmou a deputada Isabel Galriça Neto quando questionada sobre um eventual referendo.
Para a deputada do CDS, “o central é não fugir ao debate”, frisando que se realizou recentemente uma campanha eleitoral das eleições legislativas “em que nenhum dos seus partidos apresentou nos seus programas eleitorais opções ou ideias sobre esta questão”.



