Santarém, 06 jul (Lusa) — O Tribunal da Supervisão condenou hoje o BPP a uma coima de dois milhões de euros, que suspendeu na totalidade por três anos visando a “proteção dos credores”, nomeadamente dos clientes, e João Rendeiro ao pagamento de 1,5 milhões de euros.
A juíza Cláudia Roque leu hoje a sentença do processo iniciado em junho de 2014 no Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, em Santarém, em que 10 dos 11 arguidos recorreram das coimas, com um valor global superior a 10 milhões de euros, decretadas pelo Banco de Portugal (BdP) em outubro de 2013 por infrações como falsificação de contabilidade e prestação de informações falsas, entre outras.
A sentença absolve os diretores que vinham condenados pelo BdP, nomeadamente Nuno Paramés e Rui Domingues, aos quais tinham sido aplicadas coimas de 75.000 e 90.000 euros, respetivamente (suspensas em cinco sextos do seu valor), e reduz as coimas aplicadas a Paulo Lopes (400.000) e Vítor Castanheira (190.000) para 125.000 euros suspensas na totalidade por três anos, tendo em conta o período em que foram diretores e o curto espaço de tempo em que exerceram funções de administração.
