
Uma escassez internacional da vacina da Pfizer faz com que o Canadá não receba esta semana o carregamento de doses da vacina da biofarmacêutica. O atraso, que se irá prolongar nas próximas quatro semanas, vem alterar o plano de imunização nas províncias.
A vacina da Pfizer está a enfrentar uma escassez internacional. Este episódio vem atrasar temporariamente os carregamentos semanais da vacina no Canadá e no mundo. O país não recebeu uma única dose durante na última semana de janeiro e apenas receberá um quarto da entrega habitual nos primeiros dias fevereiro.
De acordo com um dos líderes do Plano de Acão de implementação das vacinas, Dany Fortin, nas próximas quatro semanas apenas metade das doses serão entregues no Canadá, com cerca de 400 mil adiadas.
A empresa biofarmacêutica informou o país de que melhorias na planta na Bélgica iriam resultar num atraso temporário e que a produção deve retomar em pleno a 15 de fevereiro.
Esta reforma na planta utilizada para a vacina da Pfizer permite aumentar a capacidade de produção anual de 1,3 mil milhões para 2 mil milhões de doses, suficientes para inocular cerca de 13% da população mundial.
Numa conversa recente com o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau, o diretor executivo da Pfizer assegurou que iria cumprir com a promessa contratual das 4 milhões de doses da vacina até ao final do mês de março.
O atraso na entrega das doses da Pfizer vem provocar alterações ao plano de imunização das províncias canadianas. O premier de Ontário, Doug Ford, considera a situação “preocupante” e abandona a possibilidade de inocular todos os residentes e funcionários em lares de cuidados continuados da região até 15 de fevereiro.
Além disso, a administração das segundas doses também fica com um atraso de até 42 dias e, em alguns casos, pode ir até 90 dias.
No entanto, as autoridades de saúde do país garantem que esta situação é temporária e que não vai prejudicar a meta do país de vacinar todos os canadianos até 30 de setembro.
Ainda assim, de acordo com Anita Anand, ministra das Aquisições do Canadá, o país não pretende entrar com uma ação legal contra a Pfizer.
