
O Canadá aconselha empresas de aviação do país a evitarem o espaço aéreo da Bielorrússia, depois da prisão do jornalista Roman Protasevich, que tinha fugido para o estrangeiro por enfrentar uma pena de morte no país, depois de ter participado na organização de grandes protestos.
O Governo Federal do Canadá posicionou-se sobre o incidente que envolveu o desvio de rota de uma aeronave na Bielorússia. As autoridades
canadianas estão a aconselhar as empresas de aviação do país a evitarem o espaço aéreo bielorrusso, citando questões de segurança e proteção.
Numa declaração conjunta divulgada na terça-feira à noite, o ministro dos Negócios Estrangeiros canadiano, Marc Garneau, e o ministro dos Transportes, Omar Alghabra, disseram que um aviso aos operadores aéreos foi emitido.
Os dois ministros classificaram o desvio forçado do voo um “ato imprudente e autoritário do regime bielorrusso”. Dizem também que “prejudicou a segurança dos passageiros, constituindo uma séria interferência nos princípios fundamentais e nas regras internacionais que garantem a segurança da aviação civil de todo o mundo.”
Marc Garneau e Omar Alghabra disseram que a ação também constitui um “ataque flagrante” à liberdade dos media com “sérias implicações nos direitos de liberdade de expressão”.
“Pedimos à Bielorrússia que liberte o Sr. Protasevich, imediatamente”, disseram os dois ministros canadianos.
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que a aterragem forçada e a prisão de Protasevich foram um “claro ataque à democracia”, e que deve ser enfrentado com ação.
O jornalista que seguia a bordo do avião, quando viajava da Grécia para a Lituânia, e que foi depois detido, terá confessado crimes que cometeu no país ao organizar “manifestações em massa”, num vídeo filmado numa prisão e divulgado pelas estações de televisão estatal da Bielorrússia. Há suspeitas entretanto que Protasevich tenha feito esta confissão sob tortura.
