
Enquanto Justin Trudeau se encontra com líderes das Caraíbas, há quem advirta contra a intervenção militar no Haiti. Justin Trudeau esteve com o primeiro-ministro deste país francófono, Ariel Henry, numa reunião com os líderes das Caraíbas que acontece esta semana.
Enquanto Justin Trudeau discute a escalada da crise no Haiti com os líderes das Caraíbas, há quem apele ao primeiro-ministro canadiano que trave as sugestões de intervenção militar.
Trudeau chegou às Bahamas na quarta-feira, 15 de fevereiro, para participar numa reunião da Comunidade das Caraíbas, uma reunião composta por 20 chefes de Governo da região.
No dia seguinte, encontrou-se com os líderes das Bahamas, Barbados, Jamaica e Haiti.
O primeiro-ministro haitiano Ariel Henry, o líder de facto do país, tomou posse após o assassinato do antigo presidente Jovenel Moise, mas nunca foi eleito para a função.
Durante a conferência de imprensa aberta à comunicação social, Henry insistiu em francês para Trudeau, dizendo que quer de forma urgente que o país trabalhe para eleições transparentes, apesar da falta de segurança no país. Trudeau disse ao líder do Haiti, que o Canadá tem muito a fazer, para oferecer apoio e estabilidade.
Com o apoio da ONU, o Governo não eleito de Henry procura uma força de segurança externa para conter o caos.
Até à data, apesar de os Estados Unidos não estarem a intervir como prometido, o governo Canadiano tem sido relutante em comprometer-se com uma solução liderada pelo próprio Haiti.
Um investigador haitiano da Universidade McGill, disse que o Canadá deveria evitar legitimar o que os haitianos suspeitam que seria uma intervenção “imperialista”, observando que Henry é acusado de envolvimento no assassinato do antigo presidente do país. Algo que foi prontamente negado.
