
Lisboa, 02 set (Lusa) — O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje esperar os tribunais travem o processo de concessão do metro e da Carris a privados, considerando que o Governo não tem legitimidade para concessionar “aquilo que não é dele”.
“O processo é ilegal na sua génese, porque o Estado não tem poderes de concedente e não pode conceder aquilo que não é dele”, disse Fernando Medina à agência Lusa, à margem da cerimónia de lançamento da primeira pedra das obras de requalificação da piscina do Campo Grande.
Questionado pela Lusa na sequência do parecer do Conselho da Autoridade da Concorrência, que dá luz verde à subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris ao grupo espanhol de transportes urbanos Avanza, o presidente disse que aguarda “a qualquer momento” as decisões judiciais sobre as providências cautelares interpostas pela Câmara.
