
O processo de contratação utilizado para construir a aplicação ArriveCan parece “ilógico” e “ineficiente”, disse o primeiro-ministro Justin Trudeau esta segunda-feira. Em causa está a empresa a quem o Governo pagou pelo serviço, a GCstrategies, que decidiu subcontratar seis empresas para construir a aplicação.
A empresa de TI de Ottawa, GCstrategies, que o Governo do Canadá contratou para construir a aplicação ArriveCan por 44 milhões de dólares, na realidade subcontratou outras seis empresas, incluindo as marcas internacionais KPMG e BDO, que depois contrataram os trabalhadores de TI para construir efetivamente a aplicação.
Durante uma conferência de imprensa na segunda-feira, 23 de janeiro, foi perguntado ao primeiro-ministro do Canadá por que razão o Governo não contratou diretamente as empresas que contrataram as equipas de TI.
“Obviamente, esta é uma prática que parece altamente ilógica e ineficiente”, respondeu Justin Trudeau.
O líder canadiano “garantiu” que o Escrivão do Conselho Privado está “a analisar as práticas de aquisição” para “garantir que estamos a obter uma boa relação custo-benefício, e que estamos a fazer as coisas de uma forma inteligente e lógica”.
Os contratos estão expostos em documentos apresentados pelo comité de operações e estimativas governamentais da Câmara dos Comuns.
Os documentos mostram que a GCstrategies pagou a outras empresas para fornecer “recursos” informáticos, com quase todos os empregados a cobrar taxas diárias superiores a 1.200 dólares, mas muitos tinham uma taxa diária de 1.500.
A utilização da aplicação ArriveCan, que foi introduzida no início da pandemia, tornou-se obrigatória nas fronteiras aéreas e terrestres em fevereiro de 2021. O Governo anunciou que iria deixar de ser obrigatório em setembro de 2022.
