
Luanda, 14 nov (Lusa) – Alguns dos 17 ativistas acusados pela Justiça angolana de preparem uma rebelião, que começam a ser julgados na segunda-feira em Luanda, terão mantido contactos com dirigentes da UNITA, poucas semanas antes das detenções, segundo a acusação.
Em causa está o teor da acusação deduzida em setembro pelo Ministério Público e mantida, segundo os advogados de defesa, no despacho de prenuncia, em outubro, que diz que os jovens, 15 dos quais em prisão preventiva desde junho, preparavam uma rebelião e um atentado contra o Presidente da República, prevendo barricadas nas ruas e desobediência civil que aprendiam num curso de formação.
Na acusação, a que a Lusa teve acesso, refere-se que “com o mesmo propósito” – de “tratarem de questões relacionadas com os atos preparatórios de destituição do poder político” -, os arguidos Luaty Beirão, Afonso “Mbanza-Hamza” e Nélson Dibango, reuniram-se a 16 de maio com elementos da JURA (estrutura dos jovens da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA)).
