ACORDO GOVERNO/1 ANO: SÓ A BANCA ABALA A COESÃO DA MAIORIA PARLAMENTAR DE ESQUERDA

LusaLisboa, 06 nov (Lusa) – Um ano após a assinatura dos acordos de esquerda para a viabilização do Governo socialista verifica-se que a nova maioria parlamentar torneou as suas contradições internas sobre os constrangimentos orçamentais europeus e só divergiu frontalmente sobre bancos.

A 10 de novembro de 2015, ao início da tarde, o secretário-geral do PS, António Costa, assinou no parlamento três acordos políticos em separado com as lideranças do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, do PCP, Jerónimo de Sousa, e de “Os Verdes”, Heloísa Apolónia, para o derrube do XX Governo Constitucional (PSD/CDS-PP) e para a viabilização de um executivo alternativo (minoritário) apenas formado pelos socialistas.

Nesse mesmo dia, o primeiro-ministro em funções, Pedro Passos Coelho, antecipando a queda iminente do seu segundo Governo, por força dos votos conjugados da maioria de esquerda, deixou a advertência de que esperariam o país meses de instabilidade política: “A esquerda não apresentou uma alternativa estável, duradoura e consistente”, sustentou.