
Lisboa, 14 jun (Lusa) — A violência doméstica tornou-as reféns da sua própria vida, mas na casa de abrigo têm aulas, ganham novas competências e isso aumenta-lhes a autoestima, tal como aconteceu com Maria, para quem todos os dias são uma vitória.
Maria, nome fictício, chegou à casa de abrigo em novembro do ano passado, com os filhos, depois de “muitos anos de violência”. No princípio da relação, que durou oito anos, foram empurrões, ameaças, ao mesmo tempo que ele a fazia sentir-se uma pessoa incapaz.
Nos últimos quatro anos a agressividade do companheiro piorou. Batia-lhe com a cabeça na parede, não queria vê-la com mais ninguém, nem com amigos, e dizia que ela era uma “oferecida”.
