DESAFIO DA SUPERVISÃO É “NÃO CAIR NA ILUSÃO” DE QUE INSTITUIÇÕES SÃO “VIRTUOSAS” – CARLOS COSTA

LusaLisboa, 10 jul (Lusa) — O governador do Banco de Portugal afirmou hoje que o desafio da supervisão “é não cair na ilusão de que as instituições são virtuosas”, defendendo o reforço dos mecanismos de auditoria e as sanções aplicadas em casos de fraude.

“Hoje, o desafio da supervisão é o de não cair na ilusão de que as instituições são virtuosas e assentam em valores e princípios que visam o equilíbrio dos diferentes interesses em presença e, sobretudo, o interesse geral”, afirmou hoje Carlos Costa, no discurso de tomada de posse para um segundo mandato à frente do banco central, numa cerimónia no Ministério das Finanças, em Lisboa.

Para o governador, a supervisão “tem hoje pela frente uma insuficiência de valores e quadros institucionais” que obrigam “a ser vigilante”, defendendo, por isso, que é necessário “fortalecer os mecanismos de auditoria da qualidade e da integridade da informação e reforçar significativamente as sanções aplicáveis às fraudes e às falhas nestas áreas”.