
Os deputados liberais reuniram-se hoje, provavelmente pela última vez em 2023. Um encontro tenso, por causa do voto do Canadá a favor do cessar-fogo em Gaza. Israel já se disse, entretanto, “profundamente desiludido” com o apoio canadiano à resolução das Nações Unidas.
Ottawa foi esta quarta-feira, dia 13 de dezembro, palco daquela que será, provavelmente, a última reunião do Partido Liberal em 2023. O encontro ficou marcado pela decisão do Canadá de apelar, juntamente com a comunidade internacional, ao cessar-fogo humanitário em Gaza.
Recorde-se que, um dia antes, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução que exige o fim das hostilidades na região. A decisão foi aprovada com 153 votos a favor, 10 votos contra e 23 abstenções.
Apesar do voto favorável do Canadá, a decisão não é consensual entre os deputados liberais. Alguns acham que o apelo contribui para a paz. Outros dizem que o Canadá abandonou Israel, deixando o país em guerra com extremistas.
O embaixador de Israel no Canadá já disse, entretanto, que o seu país está “profundamente desiludido” com o apoio do Canadá à resolução das Nações Unidas.
“Apelar a um cessar-fogo numa situação em que Israel é forçado a entrar numa guerra não nos fortalece. Encoraja os terroristas e dá-lhes a sensação de que Israel está isolado politicamente”, diz Iddo Moed.
O encontro dos liberais em Ottawa coincidiu com um anúncio importante da recém-eleita líder do partido em Ontário. Bonnie Crombie diz que 12 de janeiro será o seu último dia como presidente da Câmara de Mississauga.
Na sua carta de demissão, publicada nas redes sociais, a líder liberal diz que vai continuar a trabalhar com a autarquia para aprovar o orçamento de 2024 e assegurar uma transição “suave e ordenada”.
Espera-se que a Câmara Municipal de Mississauga declare o assento vago e comece a planear uma eleição parcial a 17 de janeiro de 2024.
