Guerra Israel-Hamas: Justin Trudeau faz atualização da situação no Parlamento

Correio da Manhã Canadá

O primeiro-ministro Justin Trudeau apela ao Hamas para que liberte imediatamente os reféns israelitas e permita o acesso humanitário sem entraves à Faixa de Gaza, onde se desenrola uma crise terrível, uma vez que a guerra na região está a entrar no seu décimo dia.

O primeiro-ministro afirmou que, à medida que prosseguem os esforços de evacuação em Israel e na Cisjordânia, persistem os desafios em relação à abertura de um corredor humanitário em Gaza – onde Israel cortou o acesso a fornecimentos essenciais, incluindo alimentos, água e eletricidade – uma vez que é governada pelo Hamas, que o Governo canadiano designou como organização terrorista.

“O Canadá apoia plenamente o direito de Israel a defender-se de acordo com o direito internacional e em Gaza, como em qualquer outro lugar. O direito internacional, incluindo o direito humanitário, deve ser respeitado por todos”, disse Trudeau na Câmara dos Comuns. “Até as guerras têm regras.”

Trudeau falou no momento em que o Parlamento foi retomado pela primeira vez desde o ataque do Hamas em Israel, a 7 de outubro, e a subsequente retaliação israelita. Esta segunda-feira, dia 16 de outubro, a guerra já tinha custado a vida a mais de 4 mil pessoas.

O primeiro-ministro mencionou o trabalho do Ministério dos Assuntos Globais do Canadá para obter mais informações sobre três outros canadianos desaparecidos, que disse,”podem ser reféns”, bem como os 10 milhões de dólares de ajuda que estão a ser oferecidos para responder a “necessidades urgentes” na região.

Pouco antes das suas observações, a questão foi repetidamente levantada durante o período de perguntas, tendo a vice-primeira-ministra Chrystia Freeland e o ministro do Desenvolvimento Internacional Ahmed Hussen respondido às perguntas da oposição.

As perguntas incluíam a questão de saber que mais ajuda humanitária e consular o Canadá irá oferecer, qual a resposta do Canadá a nível internacional e se o Canadá está preparado para designar o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irão (IRGC) como uma organização terrorista.

Os deputados decidiram por unanimidade realizar um debate sobre “a situação em Israel, Gaza e Cisjordânia”. O debate teve início às 19h30 na Câmara dos Comuns e prolongou-se por várias horas.

Os debates especiais permitem que os deputados de todas as bancadas e regiões do país se levantem e abordem assuntos nacionais ou internacionais importantes num formato mais longo.

Entretanto, foi confirmada a morte de uma cidadã israelita de origem canadiana durante o ataque do Hamas a Israel, a 7 de outubro.

Tiferet Lapidot, de 23 anos, estava desaparecida desde que participou num festival de música onde atiradores do Hamas mataram mais de 260 pessoas.

Dado que a sua família é canadiana, o Ministério dos Assuntos Globais do Canadá tratou Lapidot como canadiana no rescaldo do ataque do Hamas.

A vítima tinha pedido a cidadania e o processo estava em curso quando desapareceu e se receava que estivesse entre os cerca de 200 prisioneiros do Hamas.

Mas a família foi informada no dia 16, à noite, que o seu corpo tinha sido encontrado.