Trabalho temporário: Tolerância zero para abusos contra migrantes, diz ministro

Foto: Randy Boissonnault/Facebook
Foto: Randy Boissonnault/Facebook

Tolerância zero para os abusos contra trabalhadores estrangeiros temporários. É isso que promete o ministro do Trabalho do Canadá. Randy Boissonnault diz ser – e passo a citar – “o novo xerife da cidade”, garantido que os empregadores que maltratarem os migrantes vão pagar por isso.

O ministro do Emprego do Canadá deixou um aviso claro aos empregadores: não vai tolerar abusos ou violações de regras no âmbito do programa ‘Temporary Foreign Worker’ (TFW). Randy Boissonnault mostra-se empenhado em contrariar a tendência dos últimos anos, marcados por relatos de maus tratos a trabalhadores migrantes, más condições de alojamento e preocupações com os direitos humanos.

Em declarações no Senado, o governante autointitulou-se “o novo xerife da cidade”. Boissonnault garante que quem maltratar os migrantes vai pagar por isso.

“Sabemos que a maioria dos empregadores respeita os trabalhadores estrangeiros, mas nos casos em que os empregadores cometem maus tratos ou abusos ou não cumprem as suas obrigações, vamos encontrá-los e eles vão pagar o preço”, disse Boissonault à comissão do Senado que está a estudar o programa de trabalhadores estrangeiros temporários.

“Há um novo xerife na cidade. E digo isto como albertense e canadiano – não vamos tolerar maus atores.”

O programa de trabalhadores estrangeiros temporários tem sido objeto de escrutínio ao longo da última década. Auditorias, análises e ativistas denunciaram problemas de supervisão, bem como alojamento inadequado, más condições de trabalho, irregularidades salariais e taxas de recrutamento exploradoras.

O Governo federal tomou, entretanto, medidas, incluindo a intensificação das inspeções aos locais de trabalho e às explorações agrícolas que empregam trabalhadores migrantes.

No ano passado, reforçou ainda mais as regras. Proibiu a cobrança de taxas de recrutamento aos trabalhadores, assim como represálias contra os funcionários que denunciem abusos. Além disso, os empregadores ao abrigo do programa passaram também a ser obrigados a fazer seguros de saúde privados para os seus trabalhadores.