O mal-estar cresce no estado indiano de Punjab, à medida que as tensões entre o Canadá e a Índia se agravam. Agora, sabe-se que os serviços secretos dos Estados Unidos apresentaram novas provas ao Canadá sobre o envolvimento do estado indiano na morte do líder Sikh, em Vancouver.
Novas provas de que a Índia pode ter estado implicada na morte do líder Sikh Hardeep Singh Nijjar, em solo canadiano, foram partilhadas pelos serviços secretos dos Estados Unidos com o Canadá, avançou o jornal New York Times, no domingo, 24 de setembro. Os novos dados reforçam a informação recolhida pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, quando foram intercetadas comunicações de diplomatas indianos, que levaram o Canadá a acusar a Índia de orquestrar a conspiração.
Nijjar, um cidadão canadiano que defendia a independência do Punjab, uma região da Índia de maioria Sikh, foi morto a tiro dentro da própria carrinha, na área de Vancouver, a 18 de junho. Tinha passado o dia no local de culto e, quando se preparava para regressar a casa, foi atacado, segundo testemunhas no local, por dois homens encapuzados que atiraram a matar.
Entretanto, o ministro da Defesa do Canadá classificou a relação com a Índia como “importante”. Bill Blair sugeriu que o Canadá continuará a desenvolver essas parcerias enquanto prossegue a investigação sobre as alegações.
O diretor da ‘Sikh for Justice’ no Canadá, Jatinder Singh Grewal, disse que a organização vai liderar as manifestações em frente às embaixadas e consulados indianos em Toronto, Ottawa e Vancouver.
“Estamos a pedir ao Canadá que expulse o embaixador da Índia”, disse Grewal.
Na Índia, muitos cidadãos do Estado de Punjab receiam agora as consequências das alegações relativas à morte de Nijjar.
