China e Canadá: universidade de Montreal nega interferências nas eleições

FOTO: UNIVERSITY OF MONTREAL
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A Universidade de Montreal que recebeu 800 mil dólares, como parte de uma alegada conspiração do governo chinês na política canadiana, disse que o dinheiro chegou numa altura em que a relação entre os dois países eram mais abertas do que agora. Recorde-se que esta semana tem sido abordado o tema de alegadas influências nas eleições federais por parte da China.

Em 2016 a Universidade de Montreal recebeu 800 mil dólares da China. Agora, alega-se que o valor teve como destino influenciar as eleições federais no Canadá.

A Universidade contra-argumenta dizendo que as relações científicas e económicas entre os dois países eram mais abertas do que são agora.

“Na altura, a Universidade de Montreal não tinha qualquer indicação de uma possível ligação entre esta doação e a interferência política de um país estrangeiro”, disse uma declaração da Universidade à imprensa canadiana.

Recorde-se que a mesma imprensa do Canadá, citou uma fonte de segurança nacional anónima e publicou um relatório alegando que um diplomata chinês instruiu o bilionário chinês Zhang Bin em 2014 a doar 1 milhão de dólares em honra de Pierre Elliott Trudeau como parte de um plano de Pequim para influenciar o filho Justin.

Em 2016, Zhang e outro empresário chinês, Niu Gensheng, doaram 200 mil dólares à Fundação Pierre Elliott Trudeau e prometeram 800 mil à Universidade de Montreal, onde Justin Trudeau estudou e ensinou direito antes de entrar para a política.

Na quarta-feira, 1 de março, a Fundação Pierre Elliott Trudeau disse que vai devolver a doação de 200 mil dólares.

Já a Universidade de Montreal disse que estaria a rever as opções “à luz da informação disponível”.

A imprensa canadiana não conseguiu declarações de Niu e Zhang para mais esclarecimentos.