

Mais de metade do dinheiro que a Câmara de Portimão pediu ao Governo para pagamento de dívidas em atraso é destinada à Portimão Urbis. No total, esta empresa municipal, que está sob suspeita da Justiça, irá receber cerca de 48 milhões dos 93 milhões do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).
Este montante inclui as verbas destinadas à Portimão Turis, empresa municipal que foi integrada na Urbis há cerca de três anos, segundo a lista de credores da câmara enviada ao Governo para a candidatura ao PAEL, a que o CM teve acesso.
A Urbis está no centro da investigação da PJ que levou à detenção do vice-presidente da câmara, Luís Carito, do vereador Jorge Campos, de Lélio Branca, administrador da empresa, e dos empresários Artur Curado e Luís Marreiros.
A autarquia irá contrair um empréstimo, que terá de amortizar ao longo de 20 anos. Além das verbas do PAEL, a câmara precisa de um empréstimo bancário no valor de 39 milhões para pagar dívidas.
