DINHEIRO SUJO TRAMA AUTARCA

LUÍS CARITO: Vice-presidente da câmara de Portimão
LUÍS CARITO: Vice-presidente da câmara de Portimão
LUÍS CARITO: Vice-presidente da câmara de Portimão
LUÍS CARITO: Vice-presidente da câmara de Portimão

O dinheiro saía da câmara para a empresa municipal Portimão Urbis e daqui para uma teia de sociedades.
Uma teia de interesses beneficiou de milhões de euros que, à margem da lei, saíram dos cofres da Portimão Urbis – uma empresa da Câmara de Portimão, autarquia com dívidas de cerca de 169 milhões de euros.
Os inspetores da PJ, que desde 2011 investigam a Portimão Urbis, encontraram o rasto de avultadas entradas e saídas de dinheiro – um verdadeiro carrossel de movimentos bancários em que entravam uma série de empresas privadas, algumas sem bens materiais nem empregados. O esquema da circulação de dinheiro é de tal forma complexo que os investigadores ainda estão a analisar a documentação apreendida. As autoridades admitem que houvesse ligações a paraísos fiscais.
O autêntico ‘Cavalo de Troia’ deste assalto à Portimão Urbis, segundo os indícios recolhidos pela investigação, é a empresa Picture Portugal, de Luís Varela Marreiros e Artur Curado – os dois homens de negócios detidos pela PJ, na última quarta-feira, juntamente como vice-presidente da câmara, Luís Carito, o vereador Jorge Campos e o diretor-geral da Portimão Urbis, Lélio da Branca.