GESTÃO DANOSA NO CONCURSO DO TGV

Ex-primeiro-ministro José Sócrates como então ministro das Obras Públicas, António Mendonça
Ex-primeiro-ministro José Sócrates como então ministro das Obras Públicas, António Mendonça
Ex-primeiro-ministro José Sócrates como então ministro das Obras Públicas, António Mendonça
Ex-primeiro-ministro José Sócrates como então ministro das Obras Públicas, António Mendonça

O relatório do inquérito parlamentar às parcerias público-privadas (PPP) concluiu que há “indícios de gestão danosa e de dolo” no concurso para a ligação de TGV Poceirão–Caia. Esta suspeita tem por base as considerações do Tribunal de Contas.
A adjudicação ao consórcio ELOS foi feita no segundo governo de José Sócrates e, de acordo com o texto, o ministro das Obras Públicas que fechou o processo, António Mendonça, disse, em 2008, que haveria condições para suportar o projeto durante 39 anos. Ano e meio depois, surgiu o primeiro PEC (plano de estabilidade e crescimento).
O relatório frisa que as PPP aumentaram entre 2006 e 2010, no consulado de Sócrates. Por exemplo, se o TGV tivesse avançado, o Estado teria de pagar 116 milhões de euros em dois anos. Segundo o texto, os contribuintes pagarão 676 milhões de euros em 2013, mais 86 milhões face a 2012. Na prática, são 64 euros, em média, por cada habitante, num universo de 10 562 178, devido à quebra de receita estimada em 2012: menos 175 milhões.